Quando o etarismo acontece no consultório do ginecologista

  • 19/04/2026
(Foto: Reprodução)
Entenda o que é etarismo Em novembro, este blog vai completar dez anos. Acho fascinante pesquisar sobre o envelhecimento porque aprendo todos os dias e, como já escrevi antes, ao longo dessa década também me tornei uma idosa. Conto ainda com a colaboração inestimável de leitores e leitoras que compartilham suas experiências. A história de Rejane é o tema dessa coluna e ilustra como o preconceito contra os mais velhos persiste. Temos que combater o etarismo em todas as frentes, mas o pior é quando ele ocorre dentro do consultório médico, um local que deveria ser de acolhimento. Vamos ao seu relato: “Tenho 63 anos e uma vida sexual ativa com meu marido. Marquei consulta de rotina com um ginecologista e era a primeira vez com esse médico. Assim que entrei no consultório, ele foi logo dizendo que eu não precisava do exame preventivo por causa da minha idade. Não fiquei convencida e fui em busca de informação para saber se o Papanicolau realmente não seria necessário. É uma questão de saúde e segurança em qualquer idade. E, claro, mudei de médico.” Mulheres em aula de ioga: sexualidade feminina sofre com o preconceito de médicos após a menopausa Sara Jobling para Pixabay O exame Papanicolau é essencial na prevenção do câncer de colo de útero, pois detecta, precocemente, alterações celulares. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a recomendação prioritária é para mulheres entre 25 e 64 anos. Quem nunca teve relações sexuais não precisa fazer o rastreamento, já que esse tipo de câncer está quase 100% ligado ao vírus HPV, transmitido sexualmente. O SUS orienta que a mulher pode deixar de se submeter ao exame ao completar 64 anos desde que tenha um histórico recente de resultados normais. A regra para parar é: se ela tiver dois exames consecutivos com resultado negativo nos últimos cinco anos, pode ser dispensada do rastreamento. Também não pode ter histórico de lesões precursoras de câncer nos últimos 20 anos. No entanto, se chegar aos 64 anos sem nunca ter feito o exame (ou sem histórico comprovado), deve continuar repetindo até apresentar os dois resultados negativos consecutivos. É bom frisar que, no atendimento particular, o padrão é realizar o preventivo anualmente. Outro relato chocante veio de uma amiga: sua prima, de 55 anos, havia se separado do marido. Decidiu procurar o ginecologista para um check-up e rastreio de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Além disso, desejava obter informações sobre a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). A resposta do médico foi o retrato do preconceito: simplesmente disse para ela “sossegar o facho”! Disponível no SUS desde 2017, a PrEP é uma maneira eficiente de prevenir a infecção pelo vírus HIV. Quem opta pelo atendimento público tem direito a vacinas contra o HPV e as hepatites A e B. Apesar de ainda ser vista como uma opção a ser utilizada majoritariamente por homens que fazem sexo com outros homens, é uma forma de praticar sexo seguro que serve para todos. O método consiste em dois antirretrovirais em um único comprimido diário. Se houver exposição ao vírus em uma relação, o risco de infecção é tão reduzido que se torna praticamente zero. Em julho de 2025, a Organização Mundial da Saúde recomendou o uso do lenacapavir, medicamento injetável aplicado a cada seis meses, como forma de prevenção ao HIV. Embora não esteja disponível no SUS, foi aprovado pela Anvisa e passou a ser comercializado em 2025 – mas a um custo bem alto. Moral da história: procurem profissionais que sejam acolhedores!

FONTE: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2026/04/19/quando-o-etarismo-acontece-no-consultorio-do-ginecologista.ghtml


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