Bailarina com paralisia cerebral luta por cirurgia de R$ 110 mil para aliviar dores e sonha em andar

  • 19/04/2026
(Foto: Reprodução)
Menina do interior de SP com paralisia cerebral supera desafios através da arte A pequena Isadora Gonçalves Muscari, de apenas dez anos, enfrenta uma rotina de superação para lidar com a espasticidade, um sintoma da Paralisia Cerebral (PC) que causa rigidez muscular intensa nas pernas, dores frequentes e limita sua mobilidade. Mesmo com os desafios, ela encontrou na arte e na fé um caminho de expressão, e agora sua família se mobiliza para custear uma cirurgia de R$ 110 mil que pode mudar sua vida. A condição impede que a jovem de Sorocaba (SP) consiga ficar em pé e tem provocado atrofia muscular, dores frequentes e encurtamento dos membros. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Atividades simples, como sentar com conforto, mudar de posição, brincar ou participar das atividades escolares exigem esforço constante, acompanhamento contínuo e uma rotina intensa de terapias. Mesmo com as limitações, Isadora encontrou na arte um caminho de expressão. Há três anos, ela começou a praticar ballet em uma academia de Sarapuí (SP). A iniciativa surgiu de um convite da estudante Maria Laura, que desenvolvia uma tese sobre inclusão. LEIA TAMBÉM: Escola de Jundiaí ganha 7 prêmios em festival de balé em Nova York: 'Ano simbólico' VÍDEO: criança de 3 anos toca 'sino da vitória' após se curar de câncer em Jundiaí "De início ela tinha vergonha de fazer os passos, mas aos poucos ela foi se soltando. Ela tinha uma certa dificuldade com a mobilidade dos membros inferiores, mas conforme foi treinando, ela conseguia se movimentar mais. Eu via nela o amor e a vontade que ela tinha pela dança, por mais que tivesse a dificuldade de mobilidade, ela se esforçava e treinava para participar das apresentações", conta Maria Laura. menina do interior de SP com paralisia cerebral supera desafios e encontra na arte o caminho da inclusão Reprodução/Patrícia Tavares Com o tempo, o envolvimento com a dança trouxe não apenas evolução motora, mas também ganhos emocionais. As apresentações passaram a marcar momentos importantes na trajetória da menina, com destaque para participações em eventos realizados em Sorocaba e região, onde chegou a conquistar premiações. "A apresentação dela foi impactante, todos ficaram maravilhados, principalmente eu", relata a avó, Patrícia Tavares. "Ela se apresentou no teatro da Prefeitura de Sorocaba com algumas cidades e ficou em primeiro lugar na modalidade. Se apresentou também no teatro do shopping Sorocaba, ganhando troféu novamente. No outro ano ela fez parte do grupo com outras danças novamente, mas depois não consegui levar mais aos finais de semana pra Sarapuí", completa. Além dos palcos, há dois anos Isadora iniciou a catequese e, pouco tempo depois, manifestou o desejo de se tornar coroinha na Paróquia Santo Antônio. A iniciativa mobilizou a paróquia, que adaptou o espaço para garantir acessibilidade, permitindo que ela participasse das celebrações. Isadora iniciou a catequese e, pouco tempo depois, manifestou o desejo de se tornar coroinha na Paróquia Santo Antônio Reprodução/Arquivo pessoal “Ela fez o curso preparatório e logo assumiu. Hoje faz parte da paróquia e até foi feita uma adaptação para a cadeira dela. Foi um momento muito especial para todos nós”, conta a avó. Atualmente, a família se mobiliza para viabilizar uma cirurgia que pode melhorar significativamente a qualidade de vida da menina. O procedimento, considerado delicado e irreversível, precisa ser realizado por um especialista do Piauí. O procedimento, chamado rizotomia dorsal seletiva, será realizado por um médico de outro estado pois ele foi o único especialista a aceitar as condições da família. A cirurgia atua nos nervos responsáveis pela rigidez e vai ajudar a diminuir a tensão constante nas pernas, aliviar dores e facilitar movimentos básicos do cotidiano. Com a redução da espasticidade e o acompanhamento adequado no processo de reabilitação, também existe a possibilidade de que Isadora evolua para o uso de um andador no futuro, o que representaria um avanço importante em sua autonomia. “Essa cirurgia pode trazer mais qualidade de vida para ela, com a possibilidade até de utilizar um andador. Mas precisa ser feita com muito cuidado, porque, se não for realizada corretamente, pode causar ainda mais prejuízos”, explica a avó. Isadora Gonçalves Muscari, de 10 anos, moradora de Sorocaba (SP), sofre de espasticidade, um dos principais sintomas ou tipos da paralisia cerebral (PC). Reprodução/Arquivo pessoal Após o procedimento, Isadora deverá passar por cerca de um mês de reabilitação intensiva, com fisioterapia e acompanhamento especializado. Essa etapa é considerada essencial para que o corpo se adapte às mudanças provocadas pela cirurgia e para que novos padrões de movimento sejam desenvolvidos. Para tornar esse tratamento possível, a família iniciou uma campanha para arrecadar recursos e conseguiu mais de R$ 25 mil, de um total estimado de R$ 110 mil, incluindo despesas hospitalares, equipe médica e o período de reabilitação pós-cirúrgica. Segundo os responsáveis, todos os valores estão documentados e os comprovantes serão disponibilizados aos doadores, garantindo transparência no uso dos recursos. As doações podem ser feitas pelas redes sociais da avó da Isadora. menina do interior de SP com paralisia cerebral supera desafios e encontra na arte o caminho da inclusão Reprodução/Patrícia Tavares Initial plugin text *Colaborou sob supervisão de Gabriela Almeida Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/04/19/bailarina-com-paralisia-cerebral-luta-por-cirurgia-de-r-110-mil-para-aliviar-dores-e-sonha-em-andar.ghtml


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